29 de jul de 2011

Ela - parte X


Aquela noite estava sendo muito legal pra ela, pois não se divertia tanto fazia muito tempo.
Vinha conversando sobre os tempos de criança com sua melhor amiga enquanto caminhavam até a pizzaria. A conversa estava tão divertida que riam e soltavam altas gargalhadas pela rua e mal prestavam atenção nas pessoas que também caminhavam alí. Num momento, talvez o mais engraçado da conversa, ela se empolgou tanto que, de tão desapercebida que estava, bateu de cara com um rapaz. Ele estava segurando um papel, que talvez estava lendo durante o percurso e por isso também não atentava tanto ao caminho.
Alto, forte e simpático, pediu desculpas a abriu um belo sorriso. Meio desconcertada ela lançou o convite para ir a pizzaria como uma forma de se desculpar. Ele, claro, aceitou o convite.
Comeram, beberam, riram, conversaram, trocaram telefones e saíram dali como se fossem antigos conhecidos um do outro. 
Mais tarde, em sua casa, o celular toca e era, nada mais, nada menos, do que ele. Ela não esperava, mas gostou, afinal havia sido uma ótima companhia.
"Te pego às 16:00?", "Sim, pode ser", "Ok, então", "Boa noite e até amanhã", "Boa noite".
Combinaram de passear à tarde e ver o pôr-do-sol. Pareciam tão íntimos...

27 de jul de 2011

"Estar sempre insatisfeito, na verdade, é o que faz a gente nunca desistir de seguir em frente e quem sabe um dia se encontrar nesse mundo." Tati Bernardi



25 de jul de 2011

Feliiiiiiiiz \o/



Tô muuuito feliz!

Obrigada Deus pela oportunidade!! =D

Agora é só torcer ;) 
(façam isso por mim, hehe) Thanks!

24 de jul de 2011

Porque você ama quem você ama?

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.
Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar (ou quase). Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó. Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida!


Martha Medeiros


22 de jul de 2011

Ela - parte IX


Aos poucos ela ia voltando-se a Deus. Tudo começava a se renovar, efetivamente, na sua vida.
Estava, pois, feliz e vivia em completa harmonia. Podemos dizer que estava vitalizada...
Quando entregamos nossas vidas ao cuidado de Deus diariamente, a tristeza, os problemas e as angústias não parecem mais um fardo, tornam-se como pedrinhas no meio do caminho, tão fáceis de serem removidas...
Certa noite convidou sua melhor amiga para sair e se divertir, foi um dos seus dias mais felizes, de verdade! Foram ao cinema, comeram pipoca e riram muito com o filme. Depois resolveram ir à uma pizzaria próxima pra fecharem a noite com chave de ouro. 
Mal sabia ela que aquela noite lhe reservava coisas maravilhosas...

Precisa falar alguma coisa?

20 de jul de 2011

Aos meus amigos II


"Conhecemos pessoas que vêm e que ficam, outras que vêm e passam.
Existem aquelas que vêm, ficam e depois de algum tempo se vão. Mas existem aquelas que vêm e se vão com uma enorme vontade de ficar..."

Charles Chaplin

19 de jul de 2011

"Não é impossível ser feliz depois que agente cresce... só é mais complicado". 




18 de jul de 2011

Ela - parte VIII


Abriu a bíblia sem saber de fato o que procurava e, entre lágrimas e indecisão, folheou até decidir em que página ela tentaria ler algum verso. Feito isso, fechou os olhos e passou o indicador sobre a página, como que sorteando o que deveria ser lido. Abriu os olhos e então leu os seguintes versos:

"E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-diaDescansa no SENHOR, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos". (Salmos 37: 6 e 7)
Lágrimas corriam de seus olhos, mas logo passou. Ela então curvou-se e falou baixinho com Deus, entregou a sua vida nas mãos Dele e, sorriu!

17 de jul de 2011

Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só...



Florbela Espanca

16 de jul de 2011

Ela - parte VII


Ela foi, pois, assim vivendo, vazia e fingindo que tudo estava bem.
Mas chegou um momento em que não mais pôde suportar esconder-se de si mesmo. E foi nesse exato momento que seus olhos puderam alcançar um livro na prateleira de baixo do velho armário. Lá estava, nada mais, nada menos, do que a sua velha bíblia, empoeirada e e também machucada devido ao tempo. Havia passado muitos dias desde que a lera pela útima vez e, portanto, veio em seu coração uma imensa tristeza porque pôde perceber do que sentia falta.
Em sua tragetória de mudanças ela havia se esquecido do mais importante em sua vida: Deus.
Não tinha momentos de comunhão com o Pai, já não orava e não entregava sua vida aos cuidados Dele...Ora, sem Deus tudo na vida se torna vazio, sem sentido, e a alegria torna-se passageira.
Foi aí que ela tomou uma atitude: levantou-se e abriu o livro mais precioso do mundo!

14 de jul de 2011

Eu quero que vc...


...pense e descubra o som do meu silêncio

Eu quero que você
Pense e descubra o tom dos meus segredos
Eu quero que você
Pense e descubra a certeza das minhas incertezas


Eu quero que você

Pense e descubra a verdade,
Se preciso for, saia da realidade!


Eu quero que você

Pense e descubra a verdade que eu nunca vou poder dizer
Eu quero que você
Pense e encontre as palavras perdidas entre uma e outra reticências...


Eu quero que você

Pense e ouça a melodia desta canção timidamente dedilhada só pra você
Eu quero que você
Pense e entenda os sonhos que trago dentro dos meus olhos...

Silvia Zani

13 de jul de 2011

Banco vazio



Foi-se os dias de menina. Foi-se a ingenuidade com eles e levou também as ilusões na bagagem.
Foram arrancadas as flores coloridas e no lugar cresceram árvores grandes com raízes grossas e irregulares. Murcharam os jasmins e nasceram as rosas com seus espinhos perfurantes e treiteiros. Agora não se tem mais a preocupação com o sabor do sorvete, nem com a cor da roupa da boneca. Não se faz mais bolinhos de terra, nem dinheiro de papel. Foi-se o tempo de pegar picula e se esconder dentro do guarda-roupa.
Agora se esconde dentro de si e corre atrás dos deveres. A pureza fugiu sem dar notícias, nem se quer deixou um bilhete se despedindo.
Ficou assim, sem saber o que fazer, perdida no espaço. Mas enfim, se achou, dessa vez mais rígida e exigente. Agora estava não mais sentada no balanço, mas na cadeira do escritório.
Não voltam mais as brincadeiras na praça, a hora de sentar no banco da praça e comer algodão doce muito menos a correria na rua. Restou apenas o banco.

Vazio!

12 de jul de 2011

Eu estava tão bem, mas de repente me sinto tão mal...

Não sei explicar o que acontece e muito menos estou atrás de explicações.
Quero abraços compreensíveis, palavras que acolham-me e gestos que não destrate meus momentos ruins, afinal são nesses momentos que careço da mais pura delicadeza.

Onde, pois, a acharei?

11 de jul de 2011

4º Motivo da Rosa



Não te aflijas com a pétala que voa:

também é ser, deixar de ser assim.


Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.


Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.


E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.


Cecília Meireles

10 de jul de 2011

ID



Eu tento sempre dar aos outros aquilo que melhor me define e me preenche. Sou assim, isso é fato.
E, por isso mesmo, me decepciono facilmente com as pessoas, porque espero o melhor de cada uma e, muitas vezes, não é exatamente o que recebo delas. Infelizmente!

Estou tentando me moldar do modo que seja melhor pra conviver com isso. Mas dói, dói.
Enquanto isso sofro, e só, afinal não vou deixar minha identidade por conta de ninguém...
Eu disse ninguém!

9 de jul de 2011

"Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande, é a sua sensibilidade sem tamanho". 

Martha Medeiros




8 de jul de 2011

Motivo



Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.


Cecília Meireles

6 de jul de 2011

Até agitado o mar é lindo!



E quem não gosta de apreciar a beleza das águas do mar?
Pra quem está triste, se sentindo sozinho, infeliz consigo e com os outros, cansado da vida corrida deste mundo, enfim, ver o mar é uma ótima terapia! Mas, indo ao que nos interessa, muitos não gostam do mar agitado e temem os perigos que este possa oferecer.
Pensemos pois que o mar é como a nossa vida. Existem momentos de calmaria e momentos de angústia, dor e agitação. Nesses dias em que enfrentamos o tempo agitado, com ventos fortes e ondas gigantescas, pensamos em desistir e abandonar o barco. Acreditamos que Deus não está conosco, que se esqueceu de olhar por nós ou que está nos castigando. Mas, pare para pensar. Não é nesses momentos que valorizamos os bons tempos? Não é exatamente na tempestade que sentimos saudade da calmaria?
Veja que vida linda você tem. Você respira, come, trabalha, estuda, caminha, se diverte, tem problemas pra resolver, amores pra discutir, chorar, perdoar, abraçar, enfim. 
Deus te oferece todas as condições pra você aprender cada dia mais e perceber que ele está na direção de tudo e que, mesmo na agitação, a vida é um dom de seu magnífico amor.
Até agitado o mar é lindo, perceba isso!
Deus, em sua infinita sabedoria criou tudo pra gente ser feliz. Salmos 19 diz que "os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso até à outra extremidade, e nada se esconde ao seu calor" (Salmos 19: 1, 2 e 6).
A natureza de Deus é perfeita, seja ela em dias calmos ou não. Pare, e pense...

4 de jul de 2011

Dó de mim


Nessa minha vida corrida não tenho encontrado tempo pra desabafar...
Pensamentos me tem sufocado e o tempo tem fugido de mim como o gato foge do cão.
Que dó, que dó!

3 de jul de 2011

A última crônica

"A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. 
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome. 
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês.
O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."

(Fernando Sabino)


1 de jul de 2011

Ela - parte VI



Estava tudo indo muito bem, até que em um belo dia ela havia acordado meio tensa. Uma sensação ruim começou a tomar conta de seu coração e ela não entendia o porque. Ora, estava tão segura de si!
As coisas já não pareciam fazer sentido, sair com as amigas não servia mais para o divertimento dela. Um vazio ganhava força e já não conseguia suportar aquilo.
O jeito foi criar uma máscara para cobrir a pessoa triste e oca que ela havia se tornado.
E foi levando a vida assim: sem entender, nem questionar, só fingir...

Diálogo


how are you?

well, thank you.

really?

really

do not forget I love you...