7 de dez de 2010

Eh...

e pensar que achava já ter sentido de tudo...
Me deparar com aqueles olhos não foi apaixonante, muito menos mágico. Foi mais do que qualquer palavra que tente explicar um sentimento bom por alguém.
Senti que aquele era o momento de permitir e repartir tudo de lindo que o meu coração tem. Era aquele olhar, sem ter razão ou explicação.
É exatamente isso que eu queria.
Não sei bem porque as pessoas nos cativam, mas sei como. É o simples sentir e disto parte-se todos os movimentos.
Pela primeira vez na minha vida tenho um sentimento concreto pra dizer que sinto. Não que eu não tenha sentido algo antes. Sim, senti, mas antes eu apenas dizia sentir. Em momento algum me perguntava porque sentia ou de onde vinha o sentimento. O sentimento estava ali porque acreditava nisso.
Agora não, eu sinto não porque simplesmente acredite nisso, mas porque tenho vontade de sentir. Eu faço existir e eles acontecem.
Pode até ser que aqueles olhos fujam, algum dia, dos meus, mas não vou dizer nunca que tudo foi ilusão, porque quando quiser posso deixar de sentir. Ilusão é, pra mim, aquilo que nunca existiu, e esse não é nosso caso.
Por mim pode durar toda a vida. Enquanto eu desejar ver aqueles olhos, beijar aquela boca, abraçar aqueles braços e, assim, me ver feliz, continuarei a sentir...




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